quarta-feira, 21 de abril de 2010

Minha geração

"Eu não pertenço a nenhuma das gerações revolucionárias. Eu pertenço a uma geração construtiva."
Eu sou uma artista portuguesa que ama a sua arte. Eu resolvo com a minha existência e determinação, o significado actual da palavra artista com toda a intensidade do privilégio.
Eu tenho 17 anos fortes de saúde, pureza e inteligência (q.b.). Eu sou o resultado consciente da minha própria experiência: a experiência do que nasceu completo e aproveitou todas as vantagens do que lhe demos, do que fizemos crescer. A experiência daquele que tem vivido toda a intensidade de todos os instantes da sua própria vida. A experiência daquele que, assistindo ao desenrolar sensacional da própria personalidade, deduz o conhecimento e perfeccionismo do homem completo.
"Vós, oh portugueses da minha geração, nascidos como eu no ventre da sensibilidade europeia do século XX (...) Criai a vossa experiência e sereis os maiores (...) A guerra serve para mostrar os fortes mas salva os fracos. A guerra não é apenas a data histórica de uma nacionalidade; a guerra resolve plenamente toda a expressão da vida. A guerra é a grande experiência. (...)
O Português, como todos os decandentes, só conhece os sentimentos passivos. A resignação, o fatalismo, a indolência, o medo do perigo, o servilismo, a timidez e até a inversão. Quando é viril manifesta-se instintivamente animal a par de seu analfabetismo primitivamente anti-higiénico. (...) Seja qual for o sentido, basta que sejam vencedores. Ajudai a morrer os vencidos. (...) O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as suas qualidades e todos os seus defeitos. Coragem, Portugueses, só vos faltam as qualidades."
Enviar um comentário